Nota sobre a queima de fogos de artifício

Tomamos a liberdade de reproduzir um dos textos do grupo “Abaixo Fogos de Artifício“, escrito por Angela NC Sousa, no Facebook. No grupo pessoas discutem exaustivamente o tema para resolvê-lo de vez, conscientizando e trabalhando por leis de proibição. O artigo é parte deste trabalho, totalmente voluntário, em que a autora discute a visão geral, e como a queima de fogos afeta o meio ambiente, a fauna, a flora, os animais domésticos, e também nós, os humanos.

As imagens de fogos podem encher os olhos pela beleza aparente, mas as consequências desta prática iniciam nas casas de fogos, que geralmente são clandestinas, aumentando os riscos para a população, os gases tóxicos liberados no ambiente, o barulho que afeta os animais, e também pessoas com determinadas doenças mentais.

Ou seja, esta é uma causa que prevê o bem estar do planeta como um todo e não apenas o dos animais. Se você é simpático a esta luta, entre para o grupo, ajude a pensar em soluções; assine a petição que pede a proibição dos fogos no Brasil; compartilhe este post em suas redes sociais. Se você não entende bem porque somos contra, leia este texto, acesse o grupo e procure entender o problema, faça a sua parte, seja a diferença que você quer ver no mundo!

 

E, conforme prometido, compartilhamos aqui o texto publicado no grupo:

Fogos de artifício: bonito para os olhos, mas um perigo para todos!

A soltura de fogos de artifício é uma tradição milenar iniciada na China há aproximadamente 2000 anos. Ao longo dos séculos as culturas ocidentais também adotaram os fogos como forma de celebração de datas especiais, ano novo, campeonatos de futebol, shows e etc. Nosso país promove a maior queima de fogos de réveillon do mundo em Copacabana. E hoje, o Brasil é o segundo maior produtor de fogos de artifício do mundo, perdendo apenas para China.

Mas como será que esse espetáculo pirotécnico interfere no meio ambiente, nas pessoas e nos animais?

A queima de fogos possui algumas características problemáticas:
– provocam uma grande variedade de poluição tóxica quando caem sobre as localidades onde são queimados, muitas vezes violam normas federais;
– podem causar uma série de doenças respiratórias e outros problemas de saúde, pois se utilizam de substâncias químicas que geram suas cores e aumentam seu poder explosivo;
– devido à exposição química a que somos submetidos, eles produzem fumaça e poeira que contém vários metais pesados, compostos de: enxofre, carvão e outros, como o Bário que é venenoso e radioativo;
– o foguete libera estrôncio, uma perigosa substância tóxica.
– sua queda também pode provocar incêndios;
– são responsáveis por uma forte poluição sonora (podendo chegar a 120 decibéis – limiar da dor).

>> Pensem nas pessoas convalescentes, enfermos em hospitais, em asilos. Estas estão entre as mais prejudicadas pela soltura de fogos, até mesmo por um único rojão ou “bombinha”. <<

– uma em cada dez pessoas que mexe com fogos de artifício têm membros amputados, principalmente dedos.
– além de provocar queimaduras, quando explodem, os fogos podem causar mutilações, lesões nos olhos e até surdez. Problemas psicológicos, inclusive, já foram relatados;
– muitas mortes já foram causadas por fogos e sua soltura;
– Também devemos considerar o número de acidentes com depósitos (clandestinos ou não).

 

Para os animais

Os fogos são responsáveis por acidentes dos mais variados tipos, principalmente com cães. Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é muito mais acurada que a humana. Segundo pesquisas, devido à explosão de fogos de artifício, os cães latem em desespero e até, enforcam-se nas correntes. Podem sofrer mutilações, no desespero de fugir atravessando grades e portões. Os gatos podem ter taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer; por isso se escondem em locais minúsculos, alguns fogem para nunca mais serem encontrados.
Muitos animais podem sofrer paradas cardiorrespiratórias, convulsões e ter diversos problemas que podem os levar à morte. Muitos ferimentos em cães são causados quando são atingidos ou quando abocanham o rojão achando que é algum objeto para brincar. Há animais que, pelo trauma, mudam para sempre de temperamento, tornando-se muito medrosos ou agressivos. Natal, Ano Novo, Copa do Mundo, finais de campeonatos de futebol são ocasiões em que mais animais se perdem de seus donos.

Mas, as vítimas não são apenas os animais domesticados. Os animais silvestres e selvagens, que vivem soltos na natureza também sofrem. Mesmo em silêncio, já que quase ninguém percebe ou vê a ação nociva que um rojão pode causar numa localidade de mata. Não devemos nos esquecer dos pássaros, pequenos mamíferos, lagartos, morcegos, insetos, etc. São muitas as espécies prejudicadas.
Tanto o clarão, como a explosão dos fogos e bombas, os mata do coração ou por estresse. Ao tentar fugir ficam desorientados e, principalmente as aves, batem em obstáculos. Em pesquisa, já foi comprovado que um sabiá leva três dias para voltar a cantar após um espetáculo pirotécnico. As aves, e outros animais, mudam seus comportamentos, alteram a rotina e, muitas vezes, a situação provoca a sua migração e também a alteração de seu ciclo reprodutor, ou a morte.

Para o ambiente

Outro ponto crítico, e que tem que ser citado, é que o material utilizado para fazer os fogos é dificilmente reciclável. As substâncias tóxicas dificultam o processo, pois seu manuseio pode ser danoso à saúde. Potássio, cobre e bário, causam a poluição do ar quando liberados, mas ainda existe o risco de que partes não acionadas do explosivo explodam durante a reciclagem. Por isso as empresas recicladoras não recebem fogos de artifício.

Resultado:

– milhares de partículas de dióxido de carbono (CO2) são espalhadas pelo ar aumentando as emissões nocivas para a atmosfera;
– contribuem para a contaminação da água de abastecimento e para a chuva ácida;
– poluem cursos d’água e o solo;
– provoca um grande depósito de lixo físico no solo e nos rios a quilômetros de distância;
Então, qual seria uma opção para não soltar fogos? Já existem substitutos à altura, alguns muito melhores:
– Shows com águas dançantes luminosas acompanhando o ritmo da música;
– luzes de laser projetando imagens nos céus ou em edifícios;
– balões coloridos e biodegradáveis soltos aos milhares;
– E muito mais.

“Então, porque não simplesmente pular e cantar de alegria? Gritar comemorando o gol do seu time? Para que estourar fogos e causar tanto barulho e poluição?”

Em alguns países da Europa e em algumas cidades nos USA só é permitido soltar fogos em áreas e datas previamente estabelecidas. Isto para não prejudicar a natureza e não assustar as pessoas e animais domésticos. O Brasil pode ser o pioneiro de uma civilização ecologicamente sustentável, dispensando totalmente este tipo de “comemoração”.

“Vamos dar nosso bom exemplo, enquanto é tempo, e mostrar a todos como a soltura de fogos de artifício é prejudicial!”

 

FONTE:
Grupo Abaixo Fogos de Artifício

Para ler mais sobre como proteger o seu pet da agressão causada pelos fogos de artifício, leia:

Fogos de artifício x animais: dicas para superar este trauma

Movimento luta pelo fim da queima de fogos de artifício que prejudica os animais e o meio ambiente

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