Posse responsável

Gostaríamos de ressaltar, porque nunca é demais explicar, que a responsabilidade pelos animais é de quem os encontra/ou os adota/ganha e etc. Não existe uma “sociedade protetora dos animais”, e na maioria das cidades não há uma secretaria que consiga controlar a super população das ruas, o abandono ou maus tratos. Sendo assim, se você tem animais, castre-os.

Castrar é a melhor solução para evitar o abandono. Porque você pode cuidar muito bem dos seus bichos, mas um dia ele pode simplesmente fugir, ser roubado, ou escapar para fazer uns filhotes.

Na imagem, Talia (picorrucha) e Bono, para adoção. Tratar com https://www.facebook.com/SinaraFossEOsAnimais

Na imagem, Britney (picorrucha) e Bono, para adoção. Tratar com https://www.facebook.com/SinaraFossEOsAnimais

Se você tiver uma fêmea, ela terá filhotes. Se você não os quiser, resolver doar, não tem como garantir que a pessoa que os adotar vai castrá-los, se vai desistir de cuidar deles e jogá-los fora, ou evitar que eles se reproduzam na idade adulta. Se você for muito estúpido, jogará os filhotes fora, talvez até com a cadela ou gata junto. E se eles sobreviverem, eles continuarão se reproduzindo, gerando mais animais de rua. Esse ciclo não terá fim.

Isso serve também para quem tem machos. Se o seu cachorro ou gato sair por aí e encontrar uma fêmea no cio, ele vai cruzar. Você não terá que cuidar dos filhotes, mas vai contribuir para o abandono. Pelos motivos citados antes, ou porque ele pode cruzar com uma fêmea que já é de rua, e só aumentar esse problema.

Para quem tem machos ou fêmeas, seus animais não castrados darão trabalho de qualquer forma. Ou escapando para cruzar, ou pegando alguma doença nas cruzas pelas ruas, dentre outras doenças que podem se desenvolver. Inclui-se aqui a gravidez psicológica que algumas fêmeas têm quando não são castradas e não têm filhotes. Nesses casos, inclusive, criam leite, que empedram e podem desenvolver tumores.

De todos os problemas causados pelas ninhadas nascidas descontroladamente pelo mundo, a mais cruel delas é a transferência de responsabilidade. O cachorro que você não quer, que joga na rua, ou direto na casa de um Protetor, se transforma num problema para eles. Psicológico, porque geralmente já tem muitos e não consegue fechar os olhos para o problema, aceitando mais animais; e financeiro, porque essas pessoas gastam o que não têm para manter os animais que ficam sob a sua guarda.

Vale lembrar que nem sempre essas pessoas têm como castrar os animais. Precisam escolher entre mantê-los saudáveis e alimentados, ou castrá-los. E elas não podem desistir dos animais como muitas pessoas fazem.

 

Posse responsável, é o que gostaríamos que houvesse!

Adote somente a quantidade que puder cuidar. Não se desfaça de animais como se fossem coisas. Não dê animais de presente. A adoção deve ser planejada, ter o aval de toda a família. Uma vida como “presente” pode se tornar um problema para a pessoa que ganhou.

Castre os seus animais de estimação e ajude as pessoas da sua rede social a entender a importância desse ato – ajude financeiramente, inclusive, se você tiver condições.

Ajude Protetores responsáveis! Com ração, com vacinas, consultas veterinárias, na limpeza dos pátios e canis; ajude uma ONG que você saiba que é responsável, que castra os animais antes de doar.

Essa é a Rihanna (3 meses - Porte M), também está aguardando um lar. Adote!

Essa é a Rihanna (3 meses – Porte M), também está aguardando um lar. Adote!

Faça um pouquinho, comece na sua casa, na sua rede de amigos e, se tiver dinheiro e tempo, expanda a sua ajuda para além da sua rede. Há muito abandono, há muita desinformação, e precisamos fazer a nossa parte!

Anúncios