Onde está a Sociedade Protetora dos Animais?

Primeiramente eu gostaria de esclarecer uma coisa: a Sociedade Protetora dos Animais não existe! Sabe aquele lugar lindo, verde, espaçoso, onde residem os animais que foram recolhidos das ruas vítimas do descaso e do abandono? Ele não existe!

Diariamente recebemos pedidos de ajuda de pessoas que encontraram animais abandonados em situação de risco ou não. São ninhadas inteiras, jovens, adultos, idosos, muitos deles saudáveis ou em situação crítica. São cães, gatos, cavalos e animais de diversas espécies que foram abandonados por seus tutores ou que nasceram nas ruas. No verão esses pedidos de ajuda aumentam muito juntamente com o abandono.

Existem os protetores que geralmente são responsáveis por centenas de animais, esses contam com a ajuda da população para manter o abrigo através da doação de ração, medicamentos, dinheiro, vendas de produtos. Alguns desses abrigos contam com a ajuda de voluntários para a manutenção e limpeza do canil, transporte dos animais para consultas médicas e feirinhas de adoção, outros arrecadam doações, organizam eventos, administram as redes sociais. Vale lembrar que esse exemplo ilustrativo é uma exceção e não a regra.

Vamos aos fatos: é impossível uma pessoa administrar sozinha um canil, e tudo isso tem um custo que é bem alto. As pessoas, no geral, quando encontram um animal abandonado (existem milhares pelas ruas) querem ajudar o bichinho mas sem assumir a responsabilidade e sim passando a “obrigação” adiante.

A Constituição Federal de 1988 prevê que os animais são tutelados pelo Estado, entretanto nem os humanos têm acesso a todos os seus direitos garantidos, e com os peludos não seria diferente. Então, com a exceção do Estado ninguém tem a obrigação de recolher, de acolher e de tratar os animais de rua na caridade e no amor.

Se cada um fizesse a sua parte, castrando, adotando de forma responsável, muitos problemas seriam evitados. Não podemos esquecer o comércio de animais que é uma forma de exploração e sempre termina com o abandono, seja da “matriz” quando não serve mais para tal fim, ou do filhote que cresceu demais, não tem bom comportamento…

O abandono de animais é caso de saúde pública, mas cabe ao cidadão fazer a sua parte.

 

 

Quer saber como ajudar? Leia em Não pode adotar? Mas, você pode ajudar de outras maneiras.

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